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Mogno: a poucos passos da extinção

30/07/2010

Extração clandestina é uma das principais ameaças ao mogno.  Seguindo os passos do pau-Brasil, o mogno pode desaparecer.

O mogno-brasileiro (Swietenia macrophylla) é uma árvore nativa da Amazônia, mais comum no sul do Pará.  Também ocorre no Acre, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins.  Países como México e Peru também registram ocorrência da espécie.

A árvore pode ser encontrada em floresta clímax, de terra firme, argilosa.  O crescimento da planta é rápido, sendo que pode atingir quatro metros aos dois anos de idade.  A largura do tronco varia entre 50 e 80 cm de diâmetro.  O mogno floresce nos meses novembro e janeiro.  Seus frutos amadurecem no mês de setembro e se prolongam até meados de novembro.  A árvore é ornamental quando usada na arborização de parques e jardins.

A lagarta Hypsypyla grandella, conhecida como broca-do-mogno, é uma ameaça ao mogno brasileiro.  Ela ataca a árvore, impedindo seu desenvolvimento, especialmente em áreas de reflorestamento, onde a densidade é muito maior que na floresta.  O plantio de outras espécies por perto pode amenizar os efeitos negativos da broca-do-mogno.

A madeira do mogno é muito usada na produção de móveis.  Muitos apreciam o material pela facilidade com que é trabalhado, pela estabilidade e duração.  Depois de polida, a madeira apresenta um aspecto castanho-avermelhado brilhante que chama atenção pela beleza.  O mogno é usado em mobiliário de luxo, objetos de adorno, painéis, acabamentos internos, entre outros.  É aproveitado também na produção de instrumentos musicais, principalmente em guitarras e violões, pelo timbre característico e ressonância sonora, que tende ao médio-grave.

Quase extinto

O mogno corre sério risco de extinção.  Um dos motivos é a extração de madeira clandestina que causa também devastação da floresta amazônica.  Isso acontece porque o mogno tem alto valor comercial e aceitação no mercado internacional.  A espécie já desapareceu de grandes áreas da Amazônia e resiste apenas em regiões de difícil acesso e em áreas protegidas.  Mas mesmo as áreas protegidas não intimidam madeireiros ilegais, que abrem estradas na mata em busca das valiosas árvores de mogno.  A derrubada ilegal e arraste da madeira leva à destruição de até 30 árvores próximas, o que agrava ainda mais o desmatamento.

A exploração, o transporte e a comercialização do mogno brasileiro estão suspensos no Brasil desde outubro de 2001, por meio de Instrução Normativa, editada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).


Fonte: WWF Brasil

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